Sindicato diz que 25% dos professores paulistas estão em greve; governo contesta

São Paulo – O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) estima que 25% da categoria aderiram à greve iniciada hoje (22), após assembleia na última sexta-feira (19). Já a Secretaria de Estado de Educação contesta os números.

“Existem escolas cuja adesão ao movimento, se não chega a 100%, é superior a 70% ou 80% do corpo docente”, ressalta o comunicado do sindicato, que se baseia em levantamentos feitos em diferentes regiões do estado. De acordo com a secretaria, o registro de faltas cresceu 0,9%. “Oscilação considerada normal em relação à média diária de ausências de aproximadamente 5%. Desse modo, o andamento das aulas e o calendário escolar permanecem inalterados”, diz a secretaria.

Parados por tempo indeterminado, os professores querem reposição salarial de 36,74%, melhora das condições de segurança nas escolas e cumprimento da lei que destina um terço da carga horária para atividades extraclasse, entre outras reivindicações. Uma nova assembleia está marcada para a próxima sexta-feira (26).

O governo de São Paulo oferece reajuste de 8,1% e diz que cumpre a exigência de liberar os professores para preparação de aulas e atividades de formação. “Desse modo, os professores da rede estadual paulista, que já ganham 33,3% mais que o piso nacional vigente, passarão a ter, a partir de julho, uma remuneração 44,1% maior que o vencimento mínimo estabelecido em decorrência da Lei Nacional do Piso Salarial do Magistério Público”, ressalta a secretaria.

Segundo o sindicato, o aumento proposto pelo estado chega a 2,1%, porque 6% já estavam garantidos em negociação anterior.

Por Daniel Mello/ Agência Brasil


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